Experiência em Inhotim

    Minha visita a Inhotim com a turma da faculdade de arquitetura proporcionou uma experiência rica em descobertas e reflexões sobre espaço, arte e percepção. Já havia visitado o local anteriormente, mas desta vez meu olhar foi mais atento aos aspectos arquitetônicos e sensoriais das obras.

    Ao chegarmos, pegamos o mapa e adquirimos os ingressos. Nosso grupo foi responsável pela análise da instalação da artista Valeska Soares. A obra é um coreto e está situada atrás de um lago, com acesso por um caminho de pedrinhas e entrada pelos fundos, o que pode fazer com que passe despercebida pelos visitantes. O interior é revestido por espelhos que criam um efeito de multiplicação, com chão de madeira e música clássica suave, transmitindo uma atmosfera relaxante. A projeção de um casal dançando nos espelhos foi o que mais me chamou atenção. Entretanto, a entrada direta no ambiente faz com que a luz externa prejudique a projeção e o som sempre que a porta é aberta, além de a obra ser menos impactante visualmente que outras do museu.

    Em seguida, visitamos a Galeria Psicoativa Tunga, um espaço maior e mais pesado emocionalmente, onde sentamos e realizamos os desenhos de observação da galeria Valeska. Passamos também pelo Galpão, que apesar do tamanho, não nos causou grande impacto, e pela Galeria Adriana Varejão, com seu “muro de carne” impressionante em textura e realismo.

    Após essas visitas, tivemos um mini-relatório com os professores na recepção, que na minha opinião poderia ter ocorrido em sala de aula para otimizar o tempo de visita. Optamos por não almoçar para continuar a exploração, visitando as galerias Lago, Marcenaria e Praça.

    Um dos momentos mais marcantes foi a visita à Galeria Yayoi, composta por dois ambientes distintos: um com pontinhos de luzes coloridas que proporcionaram uma experiência divertida e emocionante, e outro com luzes imitando balões de luz, criando uma atmosfera mais introspectiva, foi a minha galeria preferida.

    Também fomos nas instalações de Cildo Meireles: o quarto vermelho, que aguça a visão com a saturação da cor, e a instalação com vidros quebrados no chão, que destacou o sentido da audição pelo som produzido ao pisar.

    Por fim, visitamos a Cosmococa, galeria que nos chamou a atenção pela interação e diversão, com salas temáticas como a dos balões, das almofadas e das redes, encerrando a visita de forma leve e agradável.

    No geral, a experiência foi enriquecedora e permitiu que o grupo compartilhasse impressões e sensações diversas, tornando o dia muito proveitoso.

Comentários

Postagens mais visitadas